Para-Badminton Português na competição FZ Forza Irish Para-Badminton International 2018

O ano de 2018 ficará para história do badminton português, como o ano da implementação do Para-badminton em Portugal e, também, da sua afirmação em termos internacionais.

Os dois atletas que a FPB fez deslocar ao “FZ Forza Irish Para-Badminton International 2018”, foram aí previamente avaliados e classificados pela BWF, a Beatriz Monteiro na classe SU5 e o Diogo Daniel na classe SL4, dois jovens de 12 e 15 anos respectivamente.

Além de terem sido os dois primeiros atletas portugueses a serem classificados pela BWF, a Beatriz e o Diogo ficarão na história do Para-badminton português como os seus primeiros representantes em competição a nível internacional e, dentro das respectivas classes, com resultados notáveis:

  • A Beatriz ao ficar em 3º lugar na WS SU5.
  • O Daniel depois apurado na fase de grupos (2º lugar do grupo “D”), veio a terminar entre os dezasseis melhores na MS SL4.

Se é motivo de satisfação e orgulho termos dois jovens promissores, a quem é reconhecido um elevado grau de progressão na modalidade, devemos dar ênfase ao facto da Beatriz, além de ser a mais nova dos dois, contribuir para a afirmação das mulheres no badminton, que constitui um dos pilares de desenvolvimento da modalidade, tal como vem sendo defendido pela Badminton Europe.

Com o apoio da Badminton Europe, a FPB também fez deslocar à Irlanda, o fisioterapeuta Marco Clemente, que aí frequentou o “Para-Badminton National Classifier Workshop”. Tratou-se de uma formação importante, ao permitir que o Marco ficasse a dominar, não apenas os aspectos teóricos mas, sobretudo, a sua aplicação prática, com a observação do trabalho desenvolvido, pelo grupo de classificadores internacionais presentes no torneio. Ao adquirir esse conhecimento, ficou em condições de desempenhar um papel crucial, na avaliação interna dos atletas, que pretendam vir a ser federados.

Estes foram apenas os primeiros passos no início da caminhada para um objectivo mais abrangente e ambicioso: o de acolher cada vez mais atletas no Para-badminton, para isso importa sensibilizar e motivar todos os agentes desportivos ligados à modalidade. Se o conseguirmos, então teremos sido capazes de, no plano desportivo, tornar realidade, a esperança de muitos daqueles que, só por si já são heróis, na luta diária de suplantar as adversidades, que constituem as respectivas incapacidades físicas.

O Para-badminton passa a ser uma modalidade olímpica já nos jogos de Tóquio 2020 e esse é também um factor motivacional que deve estar presente, não apenas para os atletas e para todos os que querem contribuir para engrandecer e dar notoriedade ao Badminton.

Neste momento em que todos nos podemos orgulhar das conquistas alcançadas, aqui deixamos o nosso agradecimento a todos os que de alguma forma contribuíram para esta afirmação do Para-badminton português, em termos internacionais.

 

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